"Talvez a gente nunca se canse disso. Dessa coisa de ir embora e depois voltar pedindo desculpa e se acertar de novo feito duas crianças. É que a gente é assim. Erramos o tempo todo, brigamos na mesma medida e juramos nunca mais voltar um pro outro, mas no momento seguinte nos arrependemos. Você pode até ir embora, mas por favor, se você for, não esquece de me levar com você."
"Que triste a troca de olhares entre dois desconhecidos que se conheciam tão bem."
"Gosto de pessoas que admitem o erro, falam que estão com saudade e deixam de lado o orgulho. Gosto de gente que sabe dar valor ao que tem, que faz por merecer e não finge ser o que não é. Gosto de pessoas que sorriem mesmo cansadas, mesmo chateadas e mesmo quase morrendo por dentro e é por isso que tá ficando cada vez mais difícil de eu gostar de alguém nos dias de hoje."
"Podemos até seguir em frente, mas o passado está só a um passo atrás de nós, na espreita a espera de um deslize para te inundar com lembranças que achávamos ter superado."
— 1825 dias. (f.s)
"E ela se foi. Partiu tão rápido que nem pude vê-la ir, foi doloroso. Talvez tivesse sido mais doloroso vê-la partir, acho que não suportaria vê-la indo com tanta certeza de que é melhor ficar longe de mim. Pobre menina, mal sabe ela que no mundo ela ainda vai encontrar pessoas piores que eu, mas seria bem mais fácil se ela encontrasse essas pessoas enquanto estivesse comigo, eu iria protege-la, sabe? Foi tão mais fácil pra mim não te ver partir, obrigado por ter ido embora enquanto estava distraído, e desculpe-me por ter deixado você ir enfrentar o mundo sem mim, se sentir saudades me procura, ainda tô aqui, sempre vou estar aqui."
"Fiz de conta que não importava. Mas doeu, doeu tanto."
"Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? Ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo."
"Eu não preciso de ninguém que não queira estar comigo."
"Aprenda a dizer não. Não vou, não posso, não quero, não gosto, não amo, não, não e não! Permita-se mudar de ideia. As pessoas mudam, não é mesmo?"
"Dói se desfazer daquilo que já foi tão importante um dia."